Está tudo ficando escuro.
Mas as vezes eu não tenho o que fazer e simplesmente sento no chão da sala lá de casa. "Casa". Até parece que um apartamento pequeno desses pode ser chamado de casa. Bom, de qualquer forma, eu gosto de sentar ali porque o sol bate no chão de madeira de um jeito bonito e aconchegante. E eu simplesmente fico ali olhando as horas passando e passando. Metade da cortina da sala fica laranja, a outra fica amarela mesmo, porque o sol só bate em um pedacinho dela. Tem dias que faz mais frio, aí eu gosto do vento gelado que faz meu cabelo bagunçar. Aí o dia vai passando, e a minha cabeça pensa em um monte de coisas que eu nunca tinha pensado antes: "quantas pessoas no mundo estão sentadas num cantinho de sol da sala, só porque querem e gostam do jeito que o sol ilumina a madeira escura da sala?". É claro que eu não tenho resposta, mas quem tem resposta sempre?
Aliás, quem tem alguma resposta convincente para qualquer pergunta?
Aí o sol vai se pondo, a sala vai ficando escura aos pouquinhos, e quando eu percebo isso eu levanto e simplesmente volto a fazer qualquer outra coisa.
4 comentários:
eu estou com saudades de você e queria saber o que passa pela sua cabeça durante as tardes porque eu já nem sei mais. Te amo!
"Momentos que são meus e que não abro mão"
=)
A gente, que mora numa cidade onde tudo é complicado e cinza, às vezes nem se dá conta de que 'as pequenas coisas' cortam a rotina todos os dias. É raro contemplar coisas simples como uma revoada ao final da tarde, ou um simples sol poente...
Ter a chance de apreciar essas coisas é um privilégio muitas vezes.
E esse texto simples foi um privilégio, hoje! =)
Beijos, Lu
Luisa, adorei o seu comentário! Como assim, você vai mostrar meu blog p/ seus pais? Rsrs. Se for isso, espero que eles gostem, então! (Ai, que vergoinha!) :-)
Beijão!
gostei muitooo da ideia que vc passou no texto!!
nessas horas que a gente percebe como é bom aproveitar cada minuto daquilo que vivemos, prestando atenção a cada detalhe daquilo que está à nossa volta...
:]
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