"Como dois e dois são quatro
Sei que a vida vale a pena
Embora o pão seja caro
E a liberdade pequena"
Tem esse trecho da poesia de Ferreira Gullar em um quadro na casa da minha avó desde que eu me entendo por gente.
Tem esse trecho da poesia de Ferreira Gullar na minha cabeça desde que eu sei juntar as letrinhas e formar palavras.
Tem esse trecho da poesia de Ferreira Gullar escrito num caderninho pelo meu irmão quando a gente era bem pequeno e ele achava esses versos bonitos.
E então um dia eu me interessei pelo resto da poesia:
"Como teus olhos são claros
E a tua pele, morena
como é azul o oceano
E a lagoa, serena
Como um tempo de alegria
Por trás do terror me acena
E a noite carrega o dia
No seu colo de açucena
- sei que dois e dois são quatro
sei que a vida vale a pena
mesmo que o pão seja caro
e a liberdade pequena."
terça-feira, 28 de dezembro de 2010
sábado, 7 de agosto de 2010
Cartas a um jovem poeta

Quase um mês sem postar resulta nisso:
um trecho bonito de um livro bonito.
"É tão novo, tão inexperiente ainda perante as coisas, que desejaria pedir-lhe, o melhor que soubesse, uma grande paciência, para tudo que ainda não estiver resolvido no seu coração. Esforce-se para amar as suas próprias dúvidas como se cada uma delas fosse um quarto fechado, um livro escrito em língua estrangeira. Não procure, por enquanto, respostas que não lhe podem ser dadas, porque ainda não saberia pô-las em prática, vivê-las. E trata-se, precisamente de viver tudo. De momento, viva apenas as suas interrogações. Talvez que, simplesmente vivendo-as acabe um dia por penetrar insensivelmente nas respostas"
(Rainer Maria Rilke)
É isso. Nada de querer tudo agora, pronto e resolvido.
Tudo vem a seu tempo: coisas boas, coisas ruins, perguntas, respostas e mais perguntas.
E o que resta a nós, jovens poetas, fazermos?
Viver.
sexta-feira, 25 de junho de 2010
Do nada
Vamos à uma frase perdida que eu escrevi do nada e não consegui transformar em nada melhor do que uma simples frase avulsa:
Eram memórias frequentes de um amor delicado que ela definitivamente gostava de guardar no coração.
:)
Eram memórias frequentes de um amor delicado que ela definitivamente gostava de guardar no coração.
:)
sábado, 19 de junho de 2010
As pequenas coisas
Está tudo ficando escuro.
Mas as vezes eu não tenho o que fazer e simplesmente sento no chão da sala lá de casa. "Casa". Até parece que um apartamento pequeno desses pode ser chamado de casa. Bom, de qualquer forma, eu gosto de sentar ali porque o sol bate no chão de madeira de um jeito bonito e aconchegante. E eu simplesmente fico ali olhando as horas passando e passando. Metade da cortina da sala fica laranja, a outra fica amarela mesmo, porque o sol só bate em um pedacinho dela. Tem dias que faz mais frio, aí eu gosto do vento gelado que faz meu cabelo bagunçar. Aí o dia vai passando, e a minha cabeça pensa em um monte de coisas que eu nunca tinha pensado antes: "quantas pessoas no mundo estão sentadas num cantinho de sol da sala, só porque querem e gostam do jeito que o sol ilumina a madeira escura da sala?". É claro que eu não tenho resposta, mas quem tem resposta sempre?
Aliás, quem tem alguma resposta convincente para qualquer pergunta?
Aí o sol vai se pondo, a sala vai ficando escura aos pouquinhos, e quando eu percebo isso eu levanto e simplesmente volto a fazer qualquer outra coisa.
Mas as vezes eu não tenho o que fazer e simplesmente sento no chão da sala lá de casa. "Casa". Até parece que um apartamento pequeno desses pode ser chamado de casa. Bom, de qualquer forma, eu gosto de sentar ali porque o sol bate no chão de madeira de um jeito bonito e aconchegante. E eu simplesmente fico ali olhando as horas passando e passando. Metade da cortina da sala fica laranja, a outra fica amarela mesmo, porque o sol só bate em um pedacinho dela. Tem dias que faz mais frio, aí eu gosto do vento gelado que faz meu cabelo bagunçar. Aí o dia vai passando, e a minha cabeça pensa em um monte de coisas que eu nunca tinha pensado antes: "quantas pessoas no mundo estão sentadas num cantinho de sol da sala, só porque querem e gostam do jeito que o sol ilumina a madeira escura da sala?". É claro que eu não tenho resposta, mas quem tem resposta sempre?
Aliás, quem tem alguma resposta convincente para qualquer pergunta?
Aí o sol vai se pondo, a sala vai ficando escura aos pouquinhos, e quando eu percebo isso eu levanto e simplesmente volto a fazer qualquer outra coisa.
segunda-feira, 7 de junho de 2010
Apenas o começo
Isso - seja lá o que isso for - está apenas no começo.
Você pode esperar o que quiser, você pode, simplesmente, não esperar nada.
Fazer planos, não fazê-los: não importa.
Não quero que seja nada demais. Quero que seja nada mais do que aquilo que o é - o começo.
Faça com que dure para sempre ou faça com que seja muito rápido; mas faça alguma coisa. Não fique querendo muito que eu faça.
Nós temos tudo em nossas mãos, não temos mais nada, temos tempo ou quase isso. Tudo é passageiro, mas tudo tem (tem de ter) um começo. E é nele que estamos, é ele que temos que fazê-lo nesse instante. E esse instante já passou.
Não nos concentremos mais no trio. Vamos ficar no primeiro deles, que não é por acaso que vem primeiro. Os outros (meio e fim) pouco me interessam.
E como saberemos, você me pergunta meio timidamente, quando deixaremos de estar no começo?
É simples, eu respondo meio sorrateiramente, saberemos quando tudo terminar.
Você pode esperar o que quiser, você pode, simplesmente, não esperar nada.
Fazer planos, não fazê-los: não importa.
Não quero que seja nada demais. Quero que seja nada mais do que aquilo que o é - o começo.
Faça com que dure para sempre ou faça com que seja muito rápido; mas faça alguma coisa. Não fique querendo muito que eu faça.
Nós temos tudo em nossas mãos, não temos mais nada, temos tempo ou quase isso. Tudo é passageiro, mas tudo tem (tem de ter) um começo. E é nele que estamos, é ele que temos que fazê-lo nesse instante. E esse instante já passou.
Não nos concentremos mais no trio. Vamos ficar no primeiro deles, que não é por acaso que vem primeiro. Os outros (meio e fim) pouco me interessam.
E como saberemos, você me pergunta meio timidamente, quando deixaremos de estar no começo?
É simples, eu respondo meio sorrateiramente, saberemos quando tudo terminar.
sábado, 22 de maio de 2010
Você é
Encaro o céu e o tempo nublado. Procuro alguma coisa de você em cada pedacinho do mundo: e encontro.
Existe você no sonho da padaria, existe você na minha música preferida. Existe você em cada sonho bom que eu tive, existe você nas horas gastas balançando na rede.
Existe você quando eu fecho os ouvidos para o mundo e escuto sua risada.
Você está na chuva fria que cai lá fora, você está na ventania que passa batendo todas as portas.
Você está no meu reflexo em qualquer espelho, você está em cada segundo que passa no relógio da cozinha. Você é o bolo que está assando no final da tarde, você é a vontade que eu tenho de mergulhar no mar, você é o que eu tenho de melhor.
Quanto mais eu procuro por você, mais eu acho, mais eu quero achar.
Embora eu te encontre em todos os lugares, o tempo todo, nunca consigo definir o que você significa para mim.
Fico apenas com metade: " Você é."
Porque ao seu lado, eu não preciso compreender nada, preciso apenas estar.
Existe você no sonho da padaria, existe você na minha música preferida. Existe você em cada sonho bom que eu tive, existe você nas horas gastas balançando na rede.
Existe você quando eu fecho os ouvidos para o mundo e escuto sua risada.
Você está na chuva fria que cai lá fora, você está na ventania que passa batendo todas as portas.
Você está no meu reflexo em qualquer espelho, você está em cada segundo que passa no relógio da cozinha. Você é o bolo que está assando no final da tarde, você é a vontade que eu tenho de mergulhar no mar, você é o que eu tenho de melhor.
Quanto mais eu procuro por você, mais eu acho, mais eu quero achar.
Embora eu te encontre em todos os lugares, o tempo todo, nunca consigo definir o que você significa para mim.
Fico apenas com metade: " Você é."
Porque ao seu lado, eu não preciso compreender nada, preciso apenas estar.
sábado, 24 de abril de 2010
Uma boa causa
Olhou-o por mais alguns segundos, tentou ter certeza de alguma coisa.
Mas convivia consigo mesma há tantos anos que já se conhecia o bastante para saber que certeza sempre estava em falta.
Não tinha palavra que completasse o que ela sentia. Nada para definir.
Conhecia milhões de palavras, uma vez que lia livros e mais livros - mas, naquele instante, palavra alguma caberia.
Começou a sentir a garganta coçar e logo soube: lágrimas estavam a caminho. Será que nada podia fazer para afastá-las?
Fixou os olhos nos fios elétricos, nas nuvens, nos postes e até nos pombos (detestava pombos). Não funcionou.
A vista ficou confusa e quente, molhando o rosto.
Seu vestido listrado era idiota. Seu cabelo marrom era idiota. A camiseta dos Beatles dele era idiota. Os pombos eram idiotas. A vida era idiota.
"Idiota", que coisa mais idiota de se dizer. Nem o irmão de 11 anos dela usava palavras como aquela.
Por que, meu deus, por que? Por que com ela as coisas eram tão mais difíceis? Por que ela era incapaz de dividir seu mundo com alguém que definitivamente estava disposto a aceitá-lo?
Egoísmo? Na verdade, não.
Era consideração. Não achava justo que um mundo tão complicado e cheio de coisas sem sentido tivesse que ser compartilhado.
Sabia que era seu, e somente seu, o dever de zelar por tal mundo.
E sabia da grande chance de jamais existir uma pessoa que ela considerasse capaz de compartilhar essa tarefa.
Enquanto isso, era tudo idiota demais para ser levado a sério.
Mas convivia consigo mesma há tantos anos que já se conhecia o bastante para saber que certeza sempre estava em falta.
Não tinha palavra que completasse o que ela sentia. Nada para definir.
Conhecia milhões de palavras, uma vez que lia livros e mais livros - mas, naquele instante, palavra alguma caberia.
Começou a sentir a garganta coçar e logo soube: lágrimas estavam a caminho. Será que nada podia fazer para afastá-las?
Fixou os olhos nos fios elétricos, nas nuvens, nos postes e até nos pombos (detestava pombos). Não funcionou.
A vista ficou confusa e quente, molhando o rosto.
Seu vestido listrado era idiota. Seu cabelo marrom era idiota. A camiseta dos Beatles dele era idiota. Os pombos eram idiotas. A vida era idiota.
"Idiota", que coisa mais idiota de se dizer. Nem o irmão de 11 anos dela usava palavras como aquela.
Por que, meu deus, por que? Por que com ela as coisas eram tão mais difíceis? Por que ela era incapaz de dividir seu mundo com alguém que definitivamente estava disposto a aceitá-lo?
Egoísmo? Na verdade, não.
Era consideração. Não achava justo que um mundo tão complicado e cheio de coisas sem sentido tivesse que ser compartilhado.
Sabia que era seu, e somente seu, o dever de zelar por tal mundo.
E sabia da grande chance de jamais existir uma pessoa que ela considerasse capaz de compartilhar essa tarefa.
Enquanto isso, era tudo idiota demais para ser levado a sério.
domingo, 21 de março de 2010
Acordar
Pode ter demorado tempo demais, ou não.
Perdi a noção do tempo. Vivendo dentro de um sonho, de maneira estranha, finalmente acordei.
Abri os meus olhos para o mundo, perdi o medo e a falta de vontade que antes me eram tão próximos.
O que eu quero a partir de agora?
Que tudo faça algum sentido, porque todas as outras partes da minha vida já deixaram de fazer.
Não sei direito por onde começar, mas o primeiro passo é o mais importante e ele (eu prometo) que já foi dado.
Antes era bom, mas agora a realidade é como um pesadelo que preciso enfrentar de olhos bem abertos.
"É preciso força pra sonhar e perceber
Que a estrada vai além do que se vê"
Perdi a noção do tempo. Vivendo dentro de um sonho, de maneira estranha, finalmente acordei.
Abri os meus olhos para o mundo, perdi o medo e a falta de vontade que antes me eram tão próximos.
O que eu quero a partir de agora?
Que tudo faça algum sentido, porque todas as outras partes da minha vida já deixaram de fazer.
Não sei direito por onde começar, mas o primeiro passo é o mais importante e ele (eu prometo) que já foi dado.
Antes era bom, mas agora a realidade é como um pesadelo que preciso enfrentar de olhos bem abertos.
"É preciso força pra sonhar e perceber
Que a estrada vai além do que se vê"
domingo, 28 de fevereiro de 2010
Remédio
Respiro fundo, conto até três.Nada.
Conto até dez.Respiro. Conto até três mais uma vez.
Não faz efeito algum, continuo triste.
É uma dor que você pode até fingir que não está lá, mas uma hora ela aperta e não tem muito o que fazer.
Corta o coração, arde, machuca. Parece que não cabe, ou é você ou é a tristeza no mesmo corpo;
Não consigo falar sobre, não consigo dizer como é o que eu sinto...Realmente não existem palavras boas (ou ruins) o suficiente para descrevê-la.
São poucas as coisas que não podem ser definidas, e essa dor é uma delas.
Então, só me resta fazer uma pergunta:
Qual é o remédio para essa dor?
Conto até dez.Respiro. Conto até três mais uma vez.
Não faz efeito algum, continuo triste.
É uma dor que você pode até fingir que não está lá, mas uma hora ela aperta e não tem muito o que fazer.
Corta o coração, arde, machuca. Parece que não cabe, ou é você ou é a tristeza no mesmo corpo;
Não consigo falar sobre, não consigo dizer como é o que eu sinto...Realmente não existem palavras boas (ou ruins) o suficiente para descrevê-la.
São poucas as coisas que não podem ser definidas, e essa dor é uma delas.
Então, só me resta fazer uma pergunta:
Qual é o remédio para essa dor?
terça-feira, 23 de fevereiro de 2010
Despedida
Ela acordou, abriu os olhos e levantou-se.
Olhou-se no espelho apenas o suficiente para constatar de que não havia maquiagem que mudasse a aparência de quem chorou a noite toda. Abriu a janela e as luzes da cidade estavam começando a se acender, o céu estava daquela cor meio lilás que ele fica quando ainda não amanheceu o dia por completo.
Quis acreditar que aquele vento da manhã lhe traria coragem para encarar aquele dia que nem começara. Não funcionou. Saiu da janela e começou a mudar de roupa.
Qual roupa colocaria pouco importava, para ela. Não haveria ninguém preocupado em reparar. Enquanto a água fervia para o café, Alice ajeitou o cabelo e tentou sorrir, mas achou inútil tal tentativa e desistiu do espelho. Pegou algumas coisas na mesa e guardou na bolsa, enquanto isso a chaleira começou a apitar e ela saiu correndo para fazer o café, e reparou que o céu já estava bem claro.
Enquanto tomava o seu café, tentou lembrar de quais foram as palavras que ele dissera na noite passada.
Tinham se divertido o dia inteiro, desde a hora em que acordaram, juntos, na casa dele, e ele a levou para alguns lugares que os faziam lembrar os velhos tempos: a sorveteria na esquina do cinema, o cinema, o barzinho.
Foi um dia inesquecível, até que ele disse que aquele dia era uma despedida. Ela disse que não era, não.
Ele falou, daquele jeito que ele fala quando está um pouco nervoso, que tinha que mudar de cidade no fim de semana seguinte, que talvez voltasse, mas que não ia dar pra ser do jeito que sempre fora.
E Alice disse, sem pensar em nada melhor: "Mas eu te amo!"
Ao que ele respondeu: "E o que você vai fazer quando eu me mudar?"
E para isso, não precisou dar resposta, pois seus olhos se encheram de lágrimas e assim permaneceram até agora, que ela estava pensando justamente nisso.
Ela mexeu nos cabelos dele, olhou aqueles olhos pretos por um tempo. Quis pegar em cada pedacinho do corpo dele, para nunca esquecer. Quis dar mil beijos naqueles lábios que se encaixavam perfeitamente nos seus, quis ir embora com ele, quis arrastá-lo para sua casa e nunca mais deixar sair. Quis dizer em um segundo tudo que ela sentia, para tentar convencê-lo a ficar.
Como era difícil se despedir de alguém de que se gosta. E Alice fora pega de surpresa com aquela despedida.
Agora ela só achava tudo sem graça, sem cor..Sem ele.
Olhou-se no espelho apenas o suficiente para constatar de que não havia maquiagem que mudasse a aparência de quem chorou a noite toda. Abriu a janela e as luzes da cidade estavam começando a se acender, o céu estava daquela cor meio lilás que ele fica quando ainda não amanheceu o dia por completo.
Quis acreditar que aquele vento da manhã lhe traria coragem para encarar aquele dia que nem começara. Não funcionou. Saiu da janela e começou a mudar de roupa.
Qual roupa colocaria pouco importava, para ela. Não haveria ninguém preocupado em reparar. Enquanto a água fervia para o café, Alice ajeitou o cabelo e tentou sorrir, mas achou inútil tal tentativa e desistiu do espelho. Pegou algumas coisas na mesa e guardou na bolsa, enquanto isso a chaleira começou a apitar e ela saiu correndo para fazer o café, e reparou que o céu já estava bem claro.
Enquanto tomava o seu café, tentou lembrar de quais foram as palavras que ele dissera na noite passada.
Tinham se divertido o dia inteiro, desde a hora em que acordaram, juntos, na casa dele, e ele a levou para alguns lugares que os faziam lembrar os velhos tempos: a sorveteria na esquina do cinema, o cinema, o barzinho.
Foi um dia inesquecível, até que ele disse que aquele dia era uma despedida. Ela disse que não era, não.
Ele falou, daquele jeito que ele fala quando está um pouco nervoso, que tinha que mudar de cidade no fim de semana seguinte, que talvez voltasse, mas que não ia dar pra ser do jeito que sempre fora.
E Alice disse, sem pensar em nada melhor: "Mas eu te amo!"
Ao que ele respondeu: "E o que você vai fazer quando eu me mudar?"
E para isso, não precisou dar resposta, pois seus olhos se encheram de lágrimas e assim permaneceram até agora, que ela estava pensando justamente nisso.
Ela mexeu nos cabelos dele, olhou aqueles olhos pretos por um tempo. Quis pegar em cada pedacinho do corpo dele, para nunca esquecer. Quis dar mil beijos naqueles lábios que se encaixavam perfeitamente nos seus, quis ir embora com ele, quis arrastá-lo para sua casa e nunca mais deixar sair. Quis dizer em um segundo tudo que ela sentia, para tentar convencê-lo a ficar.
Como era difícil se despedir de alguém de que se gosta. E Alice fora pega de surpresa com aquela despedida.
Agora ela só achava tudo sem graça, sem cor..Sem ele.
terça-feira, 16 de fevereiro de 2010
Um motivo para comemorar..
anula dez para querer morrer;
Escrevi essa frase um dia desses, como muitos outros, em que nada da minha vida parece fazer o menor sentido.
Você fica se questionando sobre coisas que realmente parecem importantes para você naquele momento. Coisas que você não tem como resolver, muito menos agora.
E pensa, pensa, pensa e não chega à conclusão nenhuma;
Assim, esses pensamentos angustiantes estavam tomando conta da minha mente mais uma vez, quando começou a chover e faltou luz.
Saí correndo para fechar as janelas, depois disso, ficamos eu, uns trovões e o cheiro de chuva.
E foi justamente ele, o cheiro de chuva, que me fez sentir uma alegria repentina.
Junto com o ele, vieram-me lembranças: a chuva no fim de tarde, a sessão da tarde, a casa da vovó e os bolinhos de chuva.
Café com leite e pão quentinho, novela das seis, uniforme e mochila da barbie.
Páscoa, achar os ovos, mãe chegando do trabalho, banho de chuva, brincar de Jade (O Clone) com a minha prima, montar peças de teatro e chamar todo mundo pra assistir, rede na varanda.
Subir no ''quartinho'' e procurar livros e outras coisas antigas interessantes (a Amanda tinha alergia, essa parte eu fazia sozinha), fotos antigas, quadros do vovô. Roubar pitanga na casa da D. Dalva, esconde-esconde, polícia e ladrão e mãe da rua.
Banho de mangueira, piscininha de mil litros no quintal.
A felicidade é isso: surge quando a gente não espera, surge em forma de lembranças. Faz a gente perceber todas as pequenas coisas boas. A felicidade é uma máquina do tempo, transforma a nossa angústia e nossa tristeza em sentimentos insignificantes diante de sua grandeza.
Tudo que temos que fazer é nos deixar levar pela felicidade repentina, e assim anular todos os motivos para querer morrer.
Escrevi essa frase um dia desses, como muitos outros, em que nada da minha vida parece fazer o menor sentido.
Você fica se questionando sobre coisas que realmente parecem importantes para você naquele momento. Coisas que você não tem como resolver, muito menos agora.
E pensa, pensa, pensa e não chega à conclusão nenhuma;
Assim, esses pensamentos angustiantes estavam tomando conta da minha mente mais uma vez, quando começou a chover e faltou luz.
Saí correndo para fechar as janelas, depois disso, ficamos eu, uns trovões e o cheiro de chuva.
E foi justamente ele, o cheiro de chuva, que me fez sentir uma alegria repentina.
Junto com o ele, vieram-me lembranças: a chuva no fim de tarde, a sessão da tarde, a casa da vovó e os bolinhos de chuva.
Café com leite e pão quentinho, novela das seis, uniforme e mochila da barbie.
Páscoa, achar os ovos, mãe chegando do trabalho, banho de chuva, brincar de Jade (O Clone) com a minha prima, montar peças de teatro e chamar todo mundo pra assistir, rede na varanda.
Subir no ''quartinho'' e procurar livros e outras coisas antigas interessantes (a Amanda tinha alergia, essa parte eu fazia sozinha), fotos antigas, quadros do vovô. Roubar pitanga na casa da D. Dalva, esconde-esconde, polícia e ladrão e mãe da rua.
Banho de mangueira, piscininha de mil litros no quintal.
A felicidade é isso: surge quando a gente não espera, surge em forma de lembranças. Faz a gente perceber todas as pequenas coisas boas. A felicidade é uma máquina do tempo, transforma a nossa angústia e nossa tristeza em sentimentos insignificantes diante de sua grandeza.
Tudo que temos que fazer é nos deixar levar pela felicidade repentina, e assim anular todos os motivos para querer morrer.